Quando devo procurar um geriatra? Sinais de alerta
Não é necessário ter uma doença grave para consultar um geriatra. Entenda quando a avaliação especializada faz diferença.
O que faz o geriatra — e por que é diferente do clínico geral
O geriatra é o médico especializado no cuidado integral da pessoa idosa. Sua formação inclui não apenas o conhecimento das doenças mais frequentes nessa faixa etária, mas uma abordagem específica que considera a interação entre múltiplas doenças, os medicamentos em uso, a capacidade funcional, o estado cognitivo, o contexto familiar e social [1].
Enquanto o clínico geral ou o internista atendem pacientes de todas as idades com foco na doença, o geriatra olha para o paciente como um todo — o que é especialmente relevante quando há múltiplas condições simultâneas, como é o caso da maioria dos idosos acima de 70 anos.
Sinais de que chegou a hora de consultar um geriatra
- Uso de cinco ou mais medicamentos — risco de interações e polifarmácia
- Quedas recentes ou medo de cair
- Queixas de memória, confusão ou mudanças de comportamento
- Perda de peso sem causa aparente
- Dificuldade para realizar atividades cotidianas que antes eram simples
- Depressão, ansiedade ou insônia persistentes
- Múltiplos especialistas sem coordenação do cuidado
- Cuidador sobrecarregado ou dúvidas sobre cuidados domiciliares
A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA)
A primeira consulta geriátrica costuma ser mais longa que uma consulta convencional. O geriatra realiza a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) — um protocolo estruturado que avalia o estado cognitivo, funcional, nutricional, emocional, social e de mobilidade do paciente [2]. A AGA identifica vulnerabilidades que exames laboratoriais e radiológicos não mostram.
Para o Dr. Ednor, essa avaliação também inclui a escuta da história de vida do paciente — seus valores, preferências e o que mais importa para ele. Isso orienta decisões clínicas que vão muito além da prescrição de medicamentos.
Não é preciso esperar uma crise para consultar
A consulta geriátrica preventiva — sem doença grave — é uma das mais valiosas. Identificar riscos antes que se tornem eventos (uma queda, uma fratura, uma síndrome confusional) é muito mais eficiente — clínica e economicamente — do que tratar as consequências [3].
O acompanhamento geriátrico regular é especialmente importante a partir dos 70 anos, ou antes, quando há múltiplas comorbidades. Agende uma consulta presencial em São Paulo ou Natal, domiciliar ou por teleconsulta.
- [1]Inouye SK et al.. Geriatric syndromes: clinical, research, and policy implications of a core geriatric concept. Journal of the American Geriatrics Society. 2007. doi:10.1111/j.1532-5415.2007.01156.x
- [2]Pilotto A et al.. Development and validation of a multidimensional prognostic index for one-year mortality from comprehensive geriatric assessment in hospitalized older patients. Rejuvenation Research. 2008. doi:10.1089/rej.2008.0684
- [3]Stuck AE et al.. Home visits to prevent nursing home admission and functional decline in elderly people: systematic review and meta-regression analysis. JAMA. 2002. doi:10.1001/jama.287.8.1022
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