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Quando devo procurar um geriatra? Sinais de alerta

Não é necessário ter uma doença grave para consultar um geriatra. Entenda quando a avaliação especializada faz diferença.

Dr. Ednor NetoGeriatra e PsicogeriatraPublicado em 5 de outubro de 2024Atualizado em 6 de março de 20264 min de leitura
Nota clínica: Este artigo tem finalidade exclusivamente educativa e informativa. As informações não substituem a avaliação clínica individualizada por um médico especialista.

O que faz o geriatra — e por que é diferente do clínico geral

O geriatra é o médico especializado no cuidado integral da pessoa idosa. Sua formação inclui não apenas o conhecimento das doenças mais frequentes nessa faixa etária, mas uma abordagem específica que considera a interação entre múltiplas doenças, os medicamentos em uso, a capacidade funcional, o estado cognitivo, o contexto familiar e social [1].

Enquanto o clínico geral ou o internista atendem pacientes de todas as idades com foco na doença, o geriatra olha para o paciente como um todo — o que é especialmente relevante quando há múltiplas condições simultâneas, como é o caso da maioria dos idosos acima de 70 anos.

Sinais de que chegou a hora de consultar um geriatra

  • Uso de cinco ou mais medicamentos — risco de interações e polifarmácia
  • Quedas recentes ou medo de cair
  • Queixas de memória, confusão ou mudanças de comportamento
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Dificuldade para realizar atividades cotidianas que antes eram simples
  • Depressão, ansiedade ou insônia persistentes
  • Múltiplos especialistas sem coordenação do cuidado
  • Cuidador sobrecarregado ou dúvidas sobre cuidados domiciliares

A Avaliação Geriátrica Ampla (AGA)

A primeira consulta geriátrica costuma ser mais longa que uma consulta convencional. O geriatra realiza a Avaliação Geriátrica Ampla (AGA) — um protocolo estruturado que avalia o estado cognitivo, funcional, nutricional, emocional, social e de mobilidade do paciente [2]. A AGA identifica vulnerabilidades que exames laboratoriais e radiológicos não mostram.

Para o Dr. Ednor, essa avaliação também inclui a escuta da história de vida do paciente — seus valores, preferências e o que mais importa para ele. Isso orienta decisões clínicas que vão muito além da prescrição de medicamentos.

Não é preciso esperar uma crise para consultar

A consulta geriátrica preventiva — sem doença grave — é uma das mais valiosas. Identificar riscos antes que se tornem eventos (uma queda, uma fratura, uma síndrome confusional) é muito mais eficiente — clínica e economicamente — do que tratar as consequências [3].

O acompanhamento geriátrico regular é especialmente importante a partir dos 70 anos, ou antes, quando há múltiplas comorbidades. Agende uma consulta presencial em São Paulo ou Natal, domiciliar ou por teleconsulta.

Perguntas Frequentes
A partir de que idade se deve consultar um geriatra?+
Não há uma idade rígida. Geralmente a partir dos 60-65 anos, especialmente quando há múltiplas doenças ou medicamentos. Mas idosos mais jovens com condições complexas também se beneficiam.
O geriatra substitui outros especialistas?+
Não substitui, mas coordena. O geriatra atua como o médico principal que integra as diferentes especialidades e garante que o cuidado seja coerente e seguro.
A consulta geriátrica é coberta pelo plano de saúde?+
Depende do plano. O Dr. Ednor atende como particular. Em muitos casos, o custo de uma consulta preventiva é inferior ao de uma internação por queda ou complicação evitável.
Posso levar documentos e exames de outros médicos para a consulta?+
Sim, e é muito recomendado. Trazer a lista de todos os medicamentos em uso, exames recentes e informações de outros especialistas ajuda o geriatra a ter uma visão completa mais rapidamente.
Referências Científicas
  1. [1]Inouye SK et al.. Geriatric syndromes: clinical, research, and policy implications of a core geriatric concept. Journal of the American Geriatrics Society. 2007. doi:10.1111/j.1532-5415.2007.01156.x
  2. [2]Pilotto A et al.. Development and validation of a multidimensional prognostic index for one-year mortality from comprehensive geriatric assessment in hospitalized older patients. Rejuvenation Research. 2008. doi:10.1089/rej.2008.0684
  3. [3]Stuck AE et al.. Home visits to prevent nursing home admission and functional decline in elderly people: systematic review and meta-regression analysis. JAMA. 2002. doi:10.1001/jama.287.8.1022

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